A palavra telemetria é a união de duas palavras gregas. Tele significa longe e meter significa medir. Por isso telemetria significa fazer medições a distância, ou em locais remotos. A telemetria começou com a necessidade de efetuar medições em locais remotos e/ou inacessíveis, como por exemplo, para medir a temperatura dentro de um grande forno de uma siderúrgica, e no nosso caso especifico de estudo, na área hidrológica, para poder efetuar medições em locais distantes, de difícil acesso, ou até mesmo para poder automatizar o processo de medição com o uso de sensores, que ligados a "datta loggers" e "modens" de comunicação, podem enviar os dados hidrológicos medidos remotamente, utilizando diversos mecanismos de comunicação, seja este via satélite ou celular, entre outros.

  Os dados hidrológicos têm uma importância fundamental em estudos da compreensão do processo físico em bacias hidrográficas, em gerenciamento de recursos hídricos e em estudos de previsão e de mudanças climáticas. Informações mais precisas e confiáveis sobre os recursos hídricos, em tempo real, são fundamentais para permitir a antecipação de ações importantes para o processo de gestão das águas. Com recursos dos Sistemas de Informações Geográficas e avanços da informática e telecomunicações, é possível gerenciar os recursos hídricos de forma mais eficiente e conforme os princípios estabelecidos na Política Nacional de Recursos Hídricos.

  De um modo geral, o dado ou informação hidrológica é uma matéria prima de grande valor, pois ela serve para múltiplas atividades. Dados pluviométricos podem servir para conhecer períodos de seca, estimar a precipitação máxima numa bacia, época inadequada para plantios, dimensionamento de canais e informações para projetos de drenagem urbana, entre outras. Dados de níveis permitem prevenir inundações em áreas urbanas e rurais, realizar zoneamentos, estudos para navegação, avaliar limites em reservatórios, entre outros. Dados de vazão permitem estimar o volume de água para abastecimento e irrigação, estimar a vazão mínima e máxima a ocorrer sem prejuízo ecológico, assim como auxílio na tomada de decisão na geração de energia em PCHs – Pequenas Centrais Hidrelétricas.

Desta maneira, para desenvolver a gestão dos recursos hídricos é necessária uma base de dados sobre o comportamento hidrológico das bacias hidrográficas. O desenvolvimento e proteção dos recursos hídricos dependem do conhecimento do comportamento da bacia hidrográfica quanto à interação dos processos físicos, químicos e biológicos. Para isto é necessário à obtenção de informações sobre este comportamento no tempo e espaço com representatividade para o futuro. Nesta questão o SIIVIAS está desempenhando um papel importante, pois agrupa informações de uma série de estações de coleta de dados, em estações telemétricas de PCHs, como nível, precipitação e vazão, aumentando a rede de dados que são enviados para a ANEEL, fazendo com que exista uma malha ampliada de dados oficiais.